Nos anos 1970, nas gestões de Aracy Amaral (1975–1979) e de Fábio Magalhães (1979–1982), busca-se realizar aquisições seletivas a fim de complementar o acervo do Museu. A gestão de Aracy Amaral privilegiou também a dinamização da biblioteca, do setor de documentação artística, além da organização de atividades culturais e da realização de exposições sistemáticas do acervo, buscando uma reflexão detida acerca da arte brasileira. A gestão de Fábio Magalhães deu continuidade às ações empreendidas, e nessa época foi possível a inserção de muitas obras dos anos 60 e 70, preenchendo mais lapsos da coleção do museu. Destaca-se também no período a criação do Gabinete Fotográfico.

 

Até a década de 1980, o prédio ainda era compartilhado entre a Pinacoteca e a Escola de Belas Artes, situação que só seria revertida após ação empreendida pelo Estado contra a referida Escola. Na gestão de Maria Cecília França Lourenço (1983–1987), há prosseguimento das atividades realizadas por seus antecessores, novas mostras a rediscutir o acervo, ingresso seletivo de obras, incremento das atividades de extroversão, reorganização administrativa interna e um grande empenho pela retomada do edifício, a partir da abertura de um novo processo, cujo ganho de causa se deu em 1987. Então se efetiva a transferência da Escola de Belas Artes (1989), e todo o edifício – com profundas marcas deixadas pela entidade de ensino – passa a abrigar as atividades da Pinacoteca.

 

Nas últimas gestões, houve intensas modificações, físicas e setoriais na Pinacoteca, que é atualmente um museu plenamente consolidado, contando com todas as áreas fundamentais para o pleno exercício de suas atividades (museologia, conservação e restauro, ação educativa, biblioteca, pesquisa, publicações, entre outros) com excelência técnica. Na gestão de Emanoel Araújo (1992–2002), foi realizada uma profunda reforma no edifício, adequando-o a funções museológicas de excelência técnica; houve ampliação do número de mostras e crescimento considerável do acervo. Inaugurou-se uma nova fase de crescimento e aprofundamento do papel da Pinacoteca no cenário cultural do país.

 

A atual gestão, de Marcelo Mattos Araújo, além de dar continuidade às atividades museológicas que há muito consolidam a importância do Museu no cenário cultural brasileiro, está implementando e aprofundando outras ações, como as de pesquisa, ampliação e difusão de seu acervo, bem como a realização de palestras, encontros e atividades paralelas às mostras. A Ação Educativa também tem papel fundamental e de crescente importância, desenvolvendo programas de atendimento educativo que contemplam um público cada vez maior e tornam possível ao museu exercer sua vocação central: seu papel formador.

 

Baseada desde 2006 no modelo de Organização Social, que atribui à Associação de Amigos da Pinacoteca a responsabilidade de gerir e zelar pelo Museu, a Pinacoteca tem se modernizado ainda mais a cada dia, buscando alternativas arrojadas de crescimento de seu acervo e de manutenção, em densidade e qualidade, de sua programação. Incentivos à doação por parte de artistas, convites à colaboração pública, iniciativas articuladas entre esferas pública e privada são algumas dessas ações. A Pinacoteca tem ainda firmado comodatos com fundações detentoras de importantes coleções, como a Fundação José e Paulina Nemirovsky, que apresenta seu acervo na Estação Pinacoteca, e a Fundação Estudar – parceria esta que resultou, em outubro de 2007, na mais importante doação já recebida pelo Museu.

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